Uma Inteligência Obediente a Cristo

Uma Inteligência Obediente a Cristo

Por Box95 | Um Clube de Assinaturas Cristão!      22/10/2019 12:20:43    

“Embora vivamos como homens, não lutamos segundo os padrões humanos. As armas com as quais lutamos não são humanas; pelo contrário, são poderosas em Deus para destruir fortalezas. Destruímos argumentos e toda a pretensão que se levanta contra o conhecimento de Deus, e levamos cativo todo pensamento, para torná-lo obediente a Cristo” (2 Coríntios 10. 3-5)

Não é incomum nos sentirmos impotentes quando estamos argumentando determinadas ideias com as pessoas. Parece que chega um determinado momento em que não basta lutarmos apenas com os padrões lógicos de raciocínio, demonstrando evidências e acumulando argumentos para convencer uma pessoa. É como se por trás de todos estes discursos tivesse uma realidade que não fosse discursiva, uma realidade anterior, mais profunda e que fosse determinada por outros processos intelectuais.

A resposta desse enigma é de origem religiosa. No texto de 2Co 10. 3-5 vemos o apóstolo Paulo, que gostava muito de argumentar, debater, discutir, e disputar a mente de seus ouvintes (At17. 2,17ss). Ele sabia que, em última instância, não era vencida com regras dos meros raciocínios humanos. Aquela sensação que temos dos limites das possibilidades de nossas evidências para convencer alguém a respeito de Deus, da vida eterna e de Jesus Cristo, apenas sinaliza que precisamos lutar com armas que são poderosas em Deus para desfazer os argumentos e raciocínios que se voltam contra aquilo que a Bíblia revela.

Isso nos ensina a buscarmos uma postura adequada para o uso de nossa inteligência. Não podemos ter uma atitude exagerada, nem mesmo ingênua quanto à nossa inteligência. O exagero não é adequado porque simplesmente não conseguimos resolver tudo somente com bons argumentos e ideias incríveis. A crença de que a inteligência é tudo o que precisamos para levar alguém até o conhecimento verdadeiro de Deus é falsa e não reconhece a extensão do pecado em nossas estruturas de pensamento. No entanto, no exato oposto da discussão, não podemos ser ingênuos de pensar que estaremos em melhor situação se abrirmos mão de nossa inteligência e deixarmos as pessoas livres para experimentarem, sentirem e imaginarem como Deus é e o que ele espera de nós.

Uma inteligência utilizada para a glória de Deus não pode ser autônoma, nem ausente de suas responsabilidades. O que o apostolo está nos ensinando é que é necessária uma devoção da nossa inteligência que leva todas as ideias, pensamentos e argumentações à submissão e à obediência a Jesus. Tão somente quando a vontade de Cristo revelada nas Escrituras for critério de julgamento da validade e pertinência de nossos pensamentos é que conseguiremos usar nossa inteligência para a glória de Deus. Nem exagerada, nem ingênua; nem autônoma, nem ausente; o que precisamos é de uma inteligência confiante – não em si mesma, mas em Cristo Jesus que, no poder do seu Espírito, pode até usar nossos argumentos para “disputar e persuadir acerca do reino de Deus” (At 19.8)

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